domingo, 8 de maio de 2016

Juntando o artesanal e o industrial

O The Costume Institute do Metropolian Museum of Art está com uma nova exposição, cujo tema explora a relação entre o processo artesanal e o industrial da produção das roupas. A abertura da exposição é celebrada com o baile, conhecido como Met Gala, que neste ano nos fez sonhar com as roupas usadas pelos convidados. A exposição abriu no dia 5 de Maio e o evento de sua inauguração aconteceu no dia 2 desse mês.
Foram selecionadas mais de 100 peças da alta-costura e de coleções ready-to-wear, formando uma linha do tempo que começa com criações de 1880, do estilista Charles Frederick Worth, destacando, depois, peças icônicas de Yves Saint Laurent, Issey Miyake, Coco Chanel, Iris Van Herpen, Christopher Kane e Raf Simons.
A ideia da exposição é mostrar como a tecnologia e o artesanato se fundem na medida que a moda avança, já que a distinção entre a alta-costura e o prêt-à-porter foi, desde sempre, baseada no critério do ser feito ou não a mão. Os estilistas têm conciliado o artesanal e o feito a máquina na criação de ambas.
A peça de um designer tem seu valor próprio e esse vai muito além do fato de sua confecção ter sido manual ou com máquinas.
A evolução da tecnologia nos fez enxergar as coisas de um modo diferente. A revolução digital mudou o mundo e, sem dúvidas, o jeito de o vermos. As diferenças entre esses tipos de produção ainda dizem muito sobre quem as consome e mais ainda sobre a marca ou designer que as idealizou e produziu. Porém, as pessoas estão caminhando cada vez mais em direção ao entendimento da moda e do vestuário como arte e isso pode mudar muita coisa.


(imagens obtidas na internet - autoria desconhecida)

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