sexta-feira, 8 de julho de 2016

A alta-costura de Alberta Ferretti

Desfiles de alta costura são realmente fascinantes! A alta costura me encanta tanto que não perco nenhum desfile das principais marcas nessa semana de moda tão exclusiva.
Essa semana me deparei com fotos do desfile de Alberta Ferretti e me encantei com tudo que vi... Estou profundamente apaixonada!
A designer italiana representou, em sua coleção, mundos submersos de contos imaginários, demonstrando, da forma mais nobre, as ondulações da água e vários outros movimentos que fazem parte da natureza marítima.
Ela retrata esse mar profundo com jóias, roupas e tecidos que nos remetem à todas as formas mais comuns do universo marinho e coisas relacionadas à ele, de forma bem atual.
Materiais nobres fazem dessas roupas o que são e elas me fazem querer viajar por esse mundo imaginário, onde um conto de fadas entra em conflito com a realidade, me mostrando até onde chegamos com a mente criativa e como podemos fazer coisas incríveis.
Os tecidos usados por ela dão suavidade e delicadeza à coleção, além de darem efeitos especiais que relacionam as peças, mais uma vez, com o tema. A organza usada criou um movimento que remete, sinuosamente, ao movimento da água-viva. Tecidos de seda foram usados nos vestidos para criar texturas que assemelham-se às ondulações do mar e da brisa leve que faz desse movimento o que é. O chiffon aparece também, assim como outros tecidos, construindo as peças com o intuito de lhes dar movimentos diferentes.
Franjas se relacionaram muito bem com bordados e apliques, que juntos formaram uma implacável harmonia com as joias cujos temas eram conchas e outros elementos marítimos.




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Alberta Ferretti apresentou um trabalho evidentemente incrível nessa temporada de alta costura e eu não podia deixar de compartilhá-lo com vocês! Beijos!
(imagens obtidas na internet - autoria desconhecida)

domingo, 8 de maio de 2016

Juntando o artesanal e o industrial

O The Costume Institute do Metropolian Museum of Art está com uma nova exposição, cujo tema explora a relação entre o processo artesanal e o industrial da produção das roupas. A abertura da exposição é celebrada com o baile, conhecido como Met Gala, que neste ano nos fez sonhar com as roupas usadas pelos convidados. A exposição abriu no dia 5 de Maio e o evento de sua inauguração aconteceu no dia 2 desse mês.
Foram selecionadas mais de 100 peças da alta-costura e de coleções ready-to-wear, formando uma linha do tempo que começa com criações de 1880, do estilista Charles Frederick Worth, destacando, depois, peças icônicas de Yves Saint Laurent, Issey Miyake, Coco Chanel, Iris Van Herpen, Christopher Kane e Raf Simons.
A ideia da exposição é mostrar como a tecnologia e o artesanato se fundem na medida que a moda avança, já que a distinção entre a alta-costura e o prêt-à-porter foi, desde sempre, baseada no critério do ser feito ou não a mão. Os estilistas têm conciliado o artesanal e o feito a máquina na criação de ambas.
A peça de um designer tem seu valor próprio e esse vai muito além do fato de sua confecção ter sido manual ou com máquinas.
A evolução da tecnologia nos fez enxergar as coisas de um modo diferente. A revolução digital mudou o mundo e, sem dúvidas, o jeito de o vermos. As diferenças entre esses tipos de produção ainda dizem muito sobre quem as consome e mais ainda sobre a marca ou designer que as idealizou e produziu. Porém, as pessoas estão caminhando cada vez mais em direção ao entendimento da moda e do vestuário como arte e isso pode mudar muita coisa.


(imagens obtidas na internet - autoria desconhecida)

sábado, 9 de abril de 2016

Refletindo sobre o fast fashion: quem produz suas roupas?

Agora que estou na faculdade tenho contato com diversos projetos e assuntos interessantes. Logo na primeira semana, fui apresentada a um projeto que chamou muito a minha atenção. Decidi apresentá-lo à vocês, pois acho que ele pode fazer uma enorme diferença para o mundo. Acredito na moda sustentável e no projeto, que nos dá esperança e novas possibilidades.
O Fashion Revolution é um movimento criado por um conselho global de apoiadores da moda sustentável. Nesse conselho há líderes da indústria da moda sustentável, ativistas, pessoas da imprensa e acadêmicos que se uniram em prol de uma causa nobre.
Não tem como falar do Fashion Revolution sem citar o Rana Plaza. O edifício alojava quatro fabricas de roupa independentes com cerca de 5000 empregados. Essas fabricas produziam roupas para grandes marcas muito famosas, como a H&M, por exemplo.
O movimento surgiu depois do desabamento desse edifício em Bangladesh no dia 24 de abril de 2013, deixando mais de 1.133 mortos e 2.500 feridos. O mais revoltante é que sabiam do risco de desabamento, mas mesmo assim muitos trabalhadores da indústria têxtil voltaram no dia seguinte porque parte dos seus supervisores declararam que o prédio era seguro.
O prédio desabou. Pessoas morreram e mais da metade das vítimas eram mulheres. Entre seus escombros e corpos foi achado o que parte da indústria da moda escondia.

Existe um lado obscuro que quase ninguém conhecia. A tragédia deu um sinal de que as marcas de fast fashion ultrapassaram os limites na tentativa desesperadora de alimentar parte da população mundial com roupas mais baratas.
A campanha surgiu com o objetivo de aumentar a conscientização sobre o verdadeiro custo da moda e seu impacto em todas as fases do processo de produção e consumo. Além disso, serve para alertar os consumidores sobre esse lado da moda injusto e soberbo e mostrar ao mundo que não é impossível uma mudança com a criação de um futuro mais ético e sustentável.
A indústria têxtil é uma das maiores do mundo. A moda é uma força a ser considerada. Ela inspira os que a amam. Cativa os que a consomem. O Fashion Revolution já é uma campanha de escala global e está aí para tornar a moda uma força para o bem e para dar aos seus amantes a oportunidade de se conectarem com as pessoas que fizeram suas roupas.
Dia 24 de abril de todos os anos o Fashion Revolution Day faz com que pessoas de mais de 80 países do globo se unam e usem o poder da moda para mudar a história das pessoas que fazem o trabalho invisível de confeccionar as roupas que vestimos.
No dia 24 deste mês poste uma foto nas suas redes sociais perguntando à marca “Quem Fez Minhas Roupas?” e faça parte dessa revolução!
 

 (imagens obtidas na internet - autoria desconhecida)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Styling Tips: camisa sob vestido

No último post eu falei sobre a tendência monocromática que foi apresentada ainda no primeiro dia da NYFW. Neste, vou falar de um truque de styling que é usado já há bastante tempo pelas fashionistas Brasil à fora.
Desde a temporada de Outono/Inverno 2013 as camisas e blusas têm aparecido por baixo de outras peças, mas agora elas vêm com muito mais força. O melhor é que esse truque pode ser usado em qualquer estação e é muito simples!
Sabe aquele vestido que não usamos no inverno por não ter mangas ou que não usamos no verão por causa do decote? Esses vestidos podem ser usados com uma camisa ou blusa por baixo. Isso é diferente, agrega personalidade ao look e renova peças do seu armário, colocando em uso peças que você não usava há algum tempo.
Decidi falar disso agora porque algumas marcas na semana de moda de Nova York mostraram esse truque em algumas produções apresentadas em seus desfiles. Além disso, mulheres dignas de um assento na primeira fila deles desfilaram pelas ruas da Big Apple com blusas sob seus vestidos, deixando o visual super cool... Amo!
BCBG - NYFW F/W 2016
O ideal é que o vestido seja de um tecido mais estruturado e a blusa, ou camisa, de um tecido mais leve. Acho que o segredo é escolher com cautela a blusa ou camisa que vai por baixo, para que não haja um volume indesejável.
Não só esse, mas qualquer truque de styling são ótimos para renovar e inovar sempre as peças do seu guarda-roupa!! Espero que as imagens selecionadas por mim inspirem vocês...


(imagens obtidas na internet - autoria desconhecida)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

NYFW e a tendência monocromática

Todas nós sabemos que está acontecendo a mais divertida das semanas de moda. Eu amo todas, mas essa é a dos mais inusitados looks de Street Style, além de ser a primeira da temporada! Imagino que vocês achem que está cedo demais para já vir falar de tendências das semanas de moda internacionais. Porém, com o primeiro dia de desfiles já foi possível prever o quanto looks monocromáticos serão boas apostas no inverno.
Para produções assim, mais modernas e nada minimalistas, algumas grifes optaram por peças oversized e sobreposições. Para um contraste necessário em looks de uma só cor, algumas grifes foram além e tiveram sucesso misturando texturas. Pode-se investir em tecidos nobres para a moda urbana, como cetim e veludo.
Inverno e cores sóbrias se completam desde que o mundo é mundo e as combinações mais claras são perfeitas para quem quer fugir do óbvio e diminuir o aspecto sóbrio, imponente e dramático dos looks de inverno. Entretanto, vamos combinar que preto, cinza e bege são algumas das cores já saturadas para essa estação. Por isso, o vermelho pode ser a melhor opção para aquelas que, além de chiques, querem sair do habitual.


(imagens obtidas na internet - autoria desconhecida)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A cultura e tradição da Alta Costura

Acho que já deu para vocês perceberem o quão apaixonada por semanas de moda eu sou. Amo e acompanho todas! Com as semanas de moda, além de conseguirmos ter uma ideia do que vem de tendência por ai, nos inspiramos com todos os desfiles e seus encantos. Porém, mais inspirador do que as semanas de moda ready to wear, só as de Haute Couture!
 

Com toda essa modernidade e vida corrida dos centros urbanos, as roupas das lojas fast fashion podem custar até mesmo 4 dólares, como as regatas da Forever 21, por exemplo. As pessoas optam por comprar nessas lojas, principalmente em tempos de crise... Essas lojas facilitaram a aquisição de peças-desejo e aceleraram o seu processo de compra. Enquanto isso, o high fashion luta por espaço para mostrar o seu real valor para o mundo.
Mas muita gente não sabe que o setor mais exclusivo (e caro) do mundo da moda tem clientes altamente selecionados. Estima-se que apenas 4 mil mulheres no mundo têm acesso à peças da alta costura, que refere-se à criação de modelos exclusivos com características artesanais. Apresentando, frequentemente, bordados com pedrarias e metais preciosos que são vendidos por preços muito altos.
O que mais me deixa triste é ver críticas à esse universo, que significa e representa muito mais do que exclusividade e luxo. Todas a peças são de alta qualidade e feitas à mão. Existe um processo longo para “construir” as peças da alta costura. Na França moderna, haute couture tornou-se uma denominação que só pode ser usada por empresas que respeitam determinados padrões bem definidos. Sim, nada é simples quanto à isso: regras devem ser seguidas para que essas grifes conceituadas possam produzir o que chamamos de Haute Couture. Essas regras são exigidas por uma associação francesa de Alta Costura, que determina quem faz ou não alta costura, analisando os integrantes do grupo anualmente.
Sabendo o quão difícil é para uma Maison fazer parte desse grupo, eu admiro cada grife que faz –ou não parte dele. As técnicas antigas dessas grifes me encantam a cada coleção, me deixando mais apaixonada por elas e mais ainda por moda e tudo o que significa. As redes sociais impulsionaram a moda HC para o “mundo real” e fazem dela cada vez mais um meio sem fim de inspiração.

Versace
Dior

Maison Margiela
Elie Saab
Chanel
Valentino
Giambattista Valli

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Mary-Kate e Ashley Olsen: ícones da moda

Acho que quem é da minha idade e cresceu assistindo filmes com frequência sabe, com certeza, quem são as gêmeas Olsen. As estilistas e empresárias norte-americanas são conhecidas pelos trabalhos que faziam ainda quando crianças e por serem atuais ícones da moda.
As duas foram morar em Nova York com apenas 18 anos, fizeram faculdade e se aventuraram no mundo da moda. Atualmente, aos 29, as duas são estilistas muito bem conceituadas. Essa dupla, além de tudo, arrasa por ai com seus looks inspiradores e únicos... Amo!!
Os tons mais claros foram deixados na infância, já que normalmente elas escolhem produções com cores mais escuras ou neutras. Ambas amam peças oversized, jeans destroyed e o estilo boho chic, mas são adeptas também aos looks minimalistas, de alfaiataria e com peças simétricas e alinhadas.


Mary-Kate e Ashley investem pesado em acessórios... Sempre aparecem com lindas bolsas e modelos diferentes de óculos de sol, variando bem os estilos das peças. Amam também lenços e bandanas, além de usarem muitos anéis, colares compridos e pulseiras.
As fashionistas por trás da The Row são a tradução do conceito Trend Setter. Elas costumam ignorar os padrões ditados pela moda e lançam suas próprias tendências, com muita classe e criatividade!
Há algo de diferente no modo de vestir das duas que me encanta... Elas fazem combinações inusitadas, misturam peças de estilos diferentes e conseguem um resultado único. É possível ver como a dupla mudou com o tempo e notar, ainda, que mesmo estando quase sempre juntinhas as duas tem muita personalidade.


E no dia a dia...

E ai, o que acharam??