quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Moda? Que moda?

Moda, quando relacionada à vestimenta, muitas vezes é associada à futilidade, mas é e representa um universo complexo, deslumbrante e nada fútil... Para começar, movimenta uma fortuna, com as criações, marcas, eventos e etc. Além disso, moda é comunicação, um fenômeno social e cultural, é o uso, o hábito, o estilo, arte e criatividade. Moda é influência e mudança. E a moda cria uma imagem estética, mas nem por isso deve ser relacionada à futilidade.
O que eu posso falar além disso tudo é que não existem regras quando falamos de vestimenta. Primeiramente: a vida já tem muitas regras. Vamos deixar, então, o vestuário fora disso. Não existem regras quando você quer se expressar. Nem mesmo na língua portuguesa, ou você acha que não pode escrever um texto sem pontuação? Pode sim, a licença poética o permite. Assim como você também pode usar as peças do jeito que achar melhor ou estiver com vontade. O único problema (e que realmente pesa em algumas pessoas) é tentar imaginar o que as pessoas que esbarrarão com você na rua, sendo conhecidas ou não,  vão pensar sobre o seu jeito de se vestir e de ser. Se a roupa usada expressar sua essência você não ligaria para isso, mas se for uma postura fake, aí você poderia ter problemas com você mesma.
Não há nenhum manual de instruções para nenhuma peça de roupa existente nesse mundo!  E digo mais: o papel de nós, blogueiras, é mostrar para vocês qual é o melhor jeito, na opinião de cada uma, de usar algumas peças que na verdade você pode odiar. Ou mostrar o jeito que mais se usa essas peças, o que mais está sendo usado por ai e o que vai ser tendência nas próximas estações. Acho que o melhor da moda é isso: não existe certo ou errado. Existe bom senso, intuição e o respeito a si mesmo.
Outra coisa importante sobre moda é que ela é inconstante. Muda o tempo todo. Inova e, no final, vira moda. E então se torna comum por um tempo, igual aquela peça não-aguento-mais-ver-gente-desfilando-com-você-nas-ruas. O pior é que, na maioria das vezes, são as mais belas criações que morrem cedo por causa do excesso de uso. As que não morrem entram para a história.
Existem as tendências sim e é importante saber delas, mas o mais importante de tudo é ser autêntico. Você pode usar peças-tendência, mas não necessariamente usá-las do jeito que todos as usam. Misture tendências e use as peças do seu jeito. Você pode também customizar aquela calça linda que você ganhou da sua tia e que ficou grande ou transformá-la em shorts... Faço isso sempre!
Eu, de verdade, fico atenta às tendências, mas não me preocupo em seguir tudo o que está na moda. Tenho um pacto comigo mesma e não com ela. Sou fiel ao que cai bem em mim e não ao que cai bem na maioria das pessoas. Sou fiel ao meu gosto e por isso que independente do que seja tendência na estação, se eu não gosto a minha resposta é bem simples: não. Sou certa de que nada que os outros falem deve mudar o que eu quero usar (as vezes eu até mudo, principalmente quando é a minha mãe quem fala). O jeito como nos vestimos afeta não só o jeito que os outros nos vêem, mas, principalmente, o jeito com que nos vemos. E vestir-se para si mesmo, na minha opinião, é muito melhor do que vestir-se para os outros.
Tenha bom gosto na hora de comprar e senso na hora de se produzir. Pense na imagem que você deseja passar e na ocasião. Esteja atenta às tendências e saiba usar o que te agrada do jeito que fica melhor em você. É importante saber o que te agrada em seu corpo para que use peças que criem ilusões de ótica e mudanças de foco, que podem disfarçar o que não agrada e valorizar mais os pontos fortes. Se conheça, depois vista-se.
É importante ter seu próprio estilo e ser fiel a ele. Estilo é a essência de cada pessoa traduzida no seu modo de vestir. Estilo é uma forma de expressar-se e é o que diferencia cada um de nós. Tem a ver com a personalidade e com o comportamento. Ter estilo é saber como filtrar todas as tendências propostas sem se deixar levar por influências das mesmas; é ser elegante e saber negar as tentações da moda. “Ter estilo é determinar moda, e não ser um escravo dela.”
A moda fala por si. A moda fala por nós todos. E acho que fúteis são aquelas críticas aos artistas do meio, aos profissionais e a todos aqueles que vivem dela ou aos que, assim como eu, amam o que fazem e amam tudo o que moda parece ser ou é. 

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(imagem obtida na internet - autoria desconhecida)

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